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Brasil mantém 490 espécies aquáticas em lista de risco após atualização

Revisão inclui e exclui 100 espécies, mantém total e traz novas regras de proteção e manejo para peixes e invertebrados.

28/04/2026 às 20:03
Por: Redação

A atualização da Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção de Peixes e Invertebrados Aquáticos foi divulgada nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, mantendo o total de 490 espécies classificadas como ameaçadas. O processo de revisão iniciado em 2024 resultou na inclusão de 100 novas espécies e na exclusão de outras 100, sem alteração no número total.

 

Foram avaliadas espécies de peixes, arraias, tubarões, estrelas-do-mar, assim como outras centenas de animais aquáticos presentes tanto em ambientes continentais quanto marinhos do Brasil. Essas espécies foram categorizadas de acordo com o risco de extinção, sendo designadas nas classificações de Vulnerável (VU), Em Perigo (EN) e Criticamente em Perigo (CR), conforme a situação atual de cada uma.

 

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, explicou que a atualização decorre de uma análise técnica aprofundada destinada a retratar a situação real das populações animais no país. Esse trabalho envolveu a colaboração entre órgãos do governo, instituições acadêmicas, representantes da sociedade civil e do setor econômico.

 

“O objetivo, a partir desta iniciativa, é mobilizar ações para que as espécies atualmente pressionadas por diversos fatores tenham suas populações recuperadas”, reforçou o ministro.


 

A nova versão da lista substitui a anterior, publicada em 2014, e foi elaborada com base nos critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). Esses critérios consideram fatores como tamanho populacional, área de distribuição, condições dos habitats e ameaças provenientes de atividades como captura e poluição.

 

Junto à divulgação da lista, o Ministério do Meio Ambiente estabeleceu normas e restrições específicas para a proteção das espécies listadas e para a recuperação de suas populações. Entre as medidas adotadas estão a proibição da captura, transporte, comercialização e armazenamento desses animais, além da definição de diretrizes para a elaboração de planos de recuperação.

 

Plano reforçado para o pargo

 

Segundo informações do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, alguns planos de recuperação direcionados a espécies reclassificadas já passam por revisão, como é o caso do pargo (Lutjanus purpureus). Essa espécie passou da categoria Vulnerável (VU) para Em Perigo (EN) na nova lista.

 

Com a nova classificação, o pargo terá ações de manejo e proteção intensificadas, visando combater a pressão causada pela sobrepesca e pela captura excessiva de indivíduos jovens.

 

O ministro João Paulo Capobianco destacou que o esforço será realizado em conjunto com o Ministério da Pesca e Aquicultura, buscando o restabelecimento das populações do pargo, ao mesmo tempo em que se mantém a atividade pesqueira.

 

“Quando falamos em sustentabilidade na pesca, falamos em garantir equilíbrio: proteger a espécie, respeitar a ciência e assegurar que a atividade pesqueira continue gerando alimento, renda e desenvolvimento para o Brasil. O pargo tem grande importância econômica, mas só haverá futuro para essa cadeia se houver responsabilidade no presente”, afirmou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.


 

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