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Governo federal declara emergência após chuvas intensas em Belém

Portaria permite que Belém e Ananindeua solicitem recursos para defesa civil após mais de 150 mm de chuva em um dia

22/04/2026 às 22:45
Por: Redação

O governo federal oficializou o reconhecimento da situação de emergência no município de Belém, no Pará, após episódios de fortes chuvas ocorridos durante o fim de semana, que resultaram em alagamentos em vários bairros da cidade.

 

A Prefeitura de Belém informou que aproximadamente 42 mil moradores foram impactados pelos alagamentos, considerados os mais graves registrados na última década. Segundo os dados, o volume de chuvas acumulado em menos de 24 horas superou 150 milímetros, patamar classificado como extremo para o período.

 

No mesmo ato administrativo, foi reconhecida a situação de emergência no município de Ananindeua, que integra a região metropolitana da capital paraense. A medida foi publicada em portaria no Diário Oficial da União na terça-feira, dia 21. A partir desse reconhecimento, tanto Belém quanto Ananindeua estão autorizadas a requisitar apoio financeiro do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para ações relacionadas à defesa civil.

 

O transbordamento de rios contribuiu para o alagamento de diversos bairros em Belém. Muitas famílias perderam móveis, e várias residências foram invadidas pela água. Como resposta imediata, equipes locais de emergência organizaram a distribuição de cestas básicas e kits de higiene, além de realizar o cadastramento das famílias afetadas para posterior liberação de benefícios sociais. Entre as ações emergenciais, foi priorizada a limpeza do Canal do Mata Fome, que apresentava obstrução causada por um lixão clandestino, comprometendo o escoamento das águas pluviais.

 

Equipes federais atuam no apoio aos municípios

 

Uma equipe técnica da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, ligada ao MIDR, foi enviada ao Pará para auxiliar as administrações municipais e as defesas civis locais nas etapas necessárias após o desastre. Os técnicos estão colaborando na elaboração de planos de trabalho, com prioridade para as ações de assistência humanitária.

 

“No caso de Belém, nosso apoio principal é na elaboração dos planos de trabalho, especialmente os que priorizam a assistência humanitária. As pessoas que foram diretamente afetadas precisam da ajuda dos governos federal, estadual e municipal”, afirmou o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff.


 

O secretário também destacou que a próxima etapa consiste na formulação dos planos de restabelecimento das áreas atingidas.

 

“Quando a água começar a baixar, será possível iniciar o levantamento dos danos causados pelas inundações e o quanto das infraestruturas públicas foram destruídas”, explica.


 

Além do suporte técnico e logístico, a mobilização local permanece voltada tanto para o atendimento imediato às famílias atingidas quanto para a prevenção de novos alagamentos nas regiões mais vulneráveis de Belém e Ananindeua.

 

*Com informações do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

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