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Anvisa institui grupos para garantir segurança no uso de canetas emagrecedoras

Grupos atuarão por até 90 dias em ações sobre medicamentos agonistas do receptor GLP-1.

16/04/2026 às 22:59
Por: Redação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) oficializou nesta quinta-feira, dia 16, a criação de dois grupos de trabalho com o propósito de apoiar ações voltadas ao controle sanitário e de promover a proteção dos pacientes que utilizam medicamentos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras.

 

O primeiro grupo foi estabelecido por meio da Portaria 488/2026 e contará com representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Federal de Odontologia (CFO). Este grupo terá um prazo de atuação de 45 dias, nos quais deverá realizar a análise de dados de farmacovigilância, evidências científicas, informações relacionadas ao uso desses medicamentos e também examinar aspectos regulatórios, sanitários e as práticas de uso racional. Além disso, será responsável por identificar eventuais deficiências na comunicação de riscos aos profissionais de saúde e sugerir estratégias e materiais orientativos.

 

O segundo grupo foi criado conforme a Portaria 489/2026 e terá como missão acompanhar e avaliar a implementação de um plano de ação elaborado pela Anvisa. Este grupo terá 90 dias para executar suas atividades, com reuniões quinzenais e a participação de um titular e um suplente de cada diretoria da agência reguladora. Entre suas atribuições estão o monitoramento dos resultados e indicadores, a formulação de recomendações e ações para aprimoramento e a produção de subsídios técnicos.

 

Cooperação entre entidades e novas medidas

 

Nesta semana, a Anvisa, juntamente com o Conselho Federal de Farmácia, o Conselho Federal de Medicina e o Conselho Federal de Odontologia, firmou uma carta de intenção para promover o uso racional e seguro das canetas emagrecedoras.

 

A iniciativa visa prevenir riscos sanitários decorrentes de produtos irregulares e de práticas inadequadas, buscando resguardar a saúde da população. A proposta das entidades é estabelecer uma atuação conjunta baseada na troca de informações, no alinhamento técnico e na realização de ações educativas voltadas aos profissionais de saúde e ao público em geral.

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