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Prazo para regularizar multas de pedágio eletrônico termina em novembro

Suspensão atinge 3,4 milhões de infrações e requer ação direta de quem foi multado até 16 de novembro

01/05/2026 às 03:10
Por: Redação

Com a suspensão de 3,4 milhões de multas relacionadas ao não pagamento de pedágio eletrônico determinada pelo Governo Federal, motoristas atingidos pela medida têm a oportunidade de regularizar sua situação. No entanto, a anulação dessas infrações não acontece de forma automática: é necessário que cada condutor tome providências específicas para resolver as pendências.

 

Ao iniciar o processo de regularização, é recomendado que o motorista mantenha registro de todos os comprovantes de pagamento efetuados e realize a verificação da situação atual da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) após cada etapa.

 

O período durante o qual as multas ficam suspensas é de 200 dias, com validade até o dia 16 de novembro. Após esse prazo, caso o motorista não tenha solucionado todas as pendências, existe a possibilidade de ser novamente autuado pelas autoridades competentes.

 

Providências para quitar pendências de pedágio eletrônico

É necessário que cada infração por evasão de pedágio seja tratada individualmente, mesmo que algumas concessionárias permitam o pagamento conjunto de tarifas de trechos distintos ou em datas diferentes. O procedimento para as multas é separado e não segue a lógica do agrupamento de cobranças, o que significa que podem haver autuações diversas para pendências distintas.

 

O prazo para quitar o débito referente ao pedágio é de trinta dias a contar da passagem pelo trecho dotado de cobrança eletrônica. Portanto, o condutor deve estar atento para não ultrapassar esse limite, evitando assim novas autuações.

 

O passo inicial consiste na quitação dos valores devidos, caso ainda não tenham sido pagos. Os sites das concessionárias responsáveis pelas rodovias são uma das opções mais práticas para efetuar o pagamento. Para aqueles que enfrentam dificuldades com a internet, também é possível buscar atendimento presencial nas cabines de cobrança das próprias concessionárias.

 

A Resolução ANTT nº 6.079, de 26 de março deste ano, determina que as concessionárias devem fornecer alternativas presenciais para o pagamento dos débitos.

 

Como recorrer e pedir reembolso

Após regularizar os pagamentos, o próximo passo é entrar em contato com o órgão responsável pela autuação para recorrer da multa. Em rodovias federais, a referência é a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). No caso de rodovias estaduais, o procedimento deve ser realizado junto aos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans).

 

Motoristas que ainda não quitaram a multa devem aguardar a retirada dos pontos no sistema. O aplicativo CNH Digital pode ser utilizado como ferramenta para acompanhar a atualização dos pontos registrados na carteira de habilitação.

 

Para aqueles que já realizaram o pagamento da multa de pedágio eletrônico, existe o direito de solicitar o reembolso dos valores. O pedido deve ser direcionado ao órgão que aplicou a infração. Em rodovias federais, o procedimento pode ser iniciado por meio do portal Gov.br. Para multas estaduais, é importante buscar orientação nos sites oficiais, podendo o processo ser feito pelo Detran correspondente ou pela Secretaria da Fazenda local. A devolução do valor não ocorre automaticamente e depende da manifestação do próprio motorista.

 

Para que o reembolso seja efetuado, é obrigatório apresentar um documento bancário oficial que comprove o pagamento da multa. São aceitos comprovantes bancários ou guias de pagamento quitadas. Esse documento deve ser digitalizado e encaminhado ao órgão responsável pelo processamento do pedido. Também existe a opção de entregar cópias físicas do comprovante em agências dos Correios ou em postos presenciais das secretarias estaduais ou Detrans, sendo necessário verificar os prazos e exigências específicas de cada órgão.

 

Acompanhamento do processo e documentação

Após o envio do pedido de reembolso ou regularização, é fundamental acompanhar o andamento do processo junto ao órgão responsável. Guardar os protocolos gerados e realizar consultas frequentes são medidas recomendadas, já que não existe prazo determinado para resposta das autoridades. Durante a análise, pode haver solicitações de documentos adicionais ou mesmo necessidade de novo envio, caso alguma informação esteja ausente ou não seja possível identificar os dados apresentados nos comprovantes.

 

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