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Dólar ultrapassa cinco reais e Ibovespa recua mais de dois por cento

Oscilação do câmbio e queda do Ibovespa refletem tensões internacionais e decisão do Fed

30/04/2026 às 16:59
Por: Redação

O mercado financeiro brasileiro encerrou a quarta-feira, 29, em meio a um cenário internacional de incerteza, com o valor do dólar comercial atingindo 5,001 reais, representando uma elevação de 0,019 real, equivalente a 0,4%. O início do pregão registrou estabilidade na cotação, próxima de 4,98 reais, porém o avanço ocorreu após a abertura das bolsas nos Estados Unidos. No ápice do dia, por volta das 16h, a moeda norte-americana foi negociada a 5,01 reais.

 

A valorização do dólar ocorreu simultaneamente ao aumento frente a diferentes moedas globais, indicando um ambiente externo mais instável. Entre os fatores que impulsionaram essa movimentação, destacam-se o fortalecimento das tensões geopolíticas, especialmente envolvendo o Oriente Médio, e a decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central estadunidense, que optou pela manutenção da taxa de juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.

 

No mesmo período, o principal índice da bolsa de valores nacional, o Ibovespa, apresentou queda significativa, atingindo o menor patamar desde 30 de março. O fechamento do índice ocorreu aos 184.750 pontos, caracterizando retração de 2,05%. Durante o pregão, o Ibovespa oscilou entre o valor mínimo de 184.504 pontos e o máximo de 188.709 pontos, uma diferença superior a quatro mil pontos.

 

Na semana, o indicador acumula baixa de 3,14% e, em abril, o recuo é de 1,45%. Apesar disso, no acumulado do ano, o Ibovespa registra aumento de 14,66%. Desde o recorde histórico verificado em abril, a queda já soma aproximadamente 14 mil pontos, sendo a registrada nesta sessão a mais expressiva desde 20 de março.

 

Mercado internacional pressiona preço do petróleo

 

Os preços internacionais do petróleo apresentaram forte alta, motivada pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do petróleo tipo WTI, referência do mercado norte-americano, encerrou o dia cotado em 106,88 dólares, o que representa elevação de 6,95%. No caso do Brent, parâmetro das negociações envolvendo a Petrobras, o valor final foi de 110,44 dólares por barril, com acréscimo de 5,78%.

 

A valorização da commodity foi impulsionada pela instabilidade quanto ao abastecimento global, diante do risco de interrupções no tráfego pelo Estreito de Ormuz, considerado uma das principais rotas mundiais para transporte de petróleo.

 

Ambiente global e impactos no Brasil

 

Durante todo o dia, a conjuntura internacional se impôs como o principal foco de atenção de investidores e analistas. O Federal Reserve, ao manter os juros, demonstrou preocupação com o comportamento da inflação e com a intensificação das incertezas no cenário global. O agravamento do conflito no Oriente Médio contribuiu para elevar a volatilidade nos mercados, enquanto o petróleo superando a marca de 100 dólares o barril reforçou as pressões inflacionárias em escala global.

 

No contexto nacional, o mercado monitorou com expectativa a definição do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros. O anúncio do corte de 0,25 ponto percentual, estabelecendo a nova taxa em 14,5% ao ano, foi realizado após o encerramento das negociações no pregão doméstico.

 

As operações financeiras do dia também refletiram preocupações relativas à influência de questões externas sobre os indicadores internos, incluindo o comportamento do câmbio, do mercado de capitais e da inflação, diante dos acontecimentos recentes no cenário internacional e das decisões de política monetária tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

 

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