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Banco Central determina liquidação extrajudicial da Creditag

Instituição foi retirada do SFN por apresentar grave situação econômico-financeira, segundo o BC

16/04/2026 às 16:58
Por: Redação

O Banco Central anunciou, nesta quinta-feira, dia 16, a instauração do regime de liquidação extrajudicial da Cooperativa de Crédito, Poupança e Serviços Financeiros Creditag. De acordo com a autarquia, a decisão foi tomada em razão da situação econômico-financeira severamente comprometida da cooperativa.

 

Segundo informações divulgadas pelo Banco Central, o cenário verificado na Creditag expôs os credores quirografários a uma condição considerada de risco anormal. Estes credores são aqueles cujos créditos não contam com garantias reais, tendo seus direitos fundamentados em instrumentos como notas promissórias, cheques sem cobertura ou contratos de prestação de serviços desprovidos de garantias.

 

A Creditag é uma cooperativa de crédito de pequeno porte, autônoma, que, conforme registro do Banco Central, detinha em dezembro de 2025 cerca de 0,0000226% do total de ativos do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

 

Para efeito de comparação, as quatro maiores instituições financeiras em atuação no país concentravam, naquele mesmo período, 54,7% da soma dos ativos do SFN. O relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central, publicado em abril de 2025, apontou a Caixa Econômica Federal com 15,1% de participação; o Banco do Brasil, com 14,9%; o Itaú, com 13,6%; e o Bradesco, com 11,1%.

 

A liquidação extrajudicial caracteriza-se como um mecanismo excepcional de intervenção, promovido pelo Banco Central, com o objetivo de retirar do SFN instituições financeiras consideradas inviáveis, de maneira ordenada. A medida é adotada sem a necessidade de processo judicial, sendo destinada à proteção de depositantes e credores em situações de grave insolvência, administração inadequada ou em casos de fraude comprovada.

 

Conforme estabelece a legislação vigente, a decretação da liquidação implica a indisponibilidade dos bens pertencentes aos ex-administradores da cooperativa.

 

O Banco Central comunicou ainda que seguirá adotando todas as providências cabíveis dentro de sua esfera de atribuição para investigar eventuais responsabilidades relacionadas à crise enfrentada pela Creditag. O desdobramento dessas apurações pode resultar tanto na aplicação de sanções administrativas quanto no encaminhamento dos fatos às autoridades competentes, caso seja necessário.

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