Uma mulher brasileira e seu filho de 11 anos morreram no último domingo, dia 26, enquanto estavam em sua residência localizada em Bint Jeil, região sul do Líbano, em decorrência de bombardeios realizados pelas forças armadas de Israel.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, conhecido como Itamaraty, confirmou a morte dos dois brasileiros na noite da segunda-feira, dia 27. O pai do menino, cidadão libanês, também perdeu a vida durante o mesmo ataque aéreo.
Além das três vítimas fatais, o outro filho do casal, que também possui nacionalidade brasileira, foi ferido e hospitalizado após os bombardeios. Até o momento, a embaixada do Brasil em Beirute mantém contato com os familiares das vítimas no intuito de oferecer apoio consular, inclusive ao filho que se encontra hospitalizado.
De acordo com posição oficial divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o ataque que resultou na morte dos brasileiros foi mais um episódio entre os diversos considerados pelo governo como violações reiteradas e inadmissíveis ao cessar-fogo estabelecido em 16 de abril.
O comunicado do Itamaraty ressaltou que essas transgressões já levaram à morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças. Também foram registrados óbitos de uma jornalista e de dois integrantes franceses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL).
O governo brasileiro expressou pesar aos parentes das vítimas dos ataques e reiterou sua condenação a todos os tipos de agressões cometidas durante o período de vigência do cessar-fogo, abrangendo tanto os atos praticados pelas forças de Israel quanto os do grupo Hezbollah.
O Itamaraty ainda manifestou repúdio à destruição de moradias e outras estruturas civis na região sul do Líbano, decorrente de ações das forças israelenses.
O governo do Brasil solicitou a observância da resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que, desde o ano de 2006, determina os termos do cessar-fogo naquele território e requer também a retirada integral das tropas israelenses das áreas libanesas ocupadas.